
Em mais uma de minhas buscas por respostas, encontrei uma frase do Oscar Wilde que reflete um pouco a minha atual situação ...
" O descontentamento é o primeiro passo na evolução de um homem ou de uma nação."
Fiquei pensando sobre essa frase sendo utilizada no quesito relacionamento. Quando será que o "não gostar" deixa de ser um sentimento próprio e o mesmo começa a interferir no outro ? Podemos não gostar de várias coisas por problemas nossos, e que o outro não tem nada com isso. Mas se é importante para um não deveria ser para o outro ? Ou ainda tenho a visão do amor muito desatualizada ? Romântico demais ...
Quando se fala de relacionamentos, qual é a linha que separa um "não gostei", para um "não quero que faça?" ... Saber o que o outro gosta ou deixa de gostar, o que é relevante para um ou para o outro seria fundamental , mas como chegar um acordo quando as duas opiniões não chegam a lugar algum ? Quem vai deve colocar na balança ?
A briga de egos que gera apartir disso é imensa ( sei por experiencia própria) . Quando devemos deixar de fazer algo pelo outro porque o mesmo acha importante ? E porque continuar mesmo sabendo que isso pode novamente voltar ao ponto de partida ?
O quanto é importante deixar de fazer algo que "gostamos" porque o outro "não gosta" ?
Um comentário:
Hoje consigo acreditar que numa relaçãonão há o "deixar" apesar de não "concordar". Isso soa como uma concessão que no longo prazo vira cobrança, pois já que fiz pelo outro, o mínimo que posso ter é o mesmo de volta.
É nisso que está o egocentrismo (a disputa de egos). Tendemos a colocar no outro a responsabilidade por aquilo que fazemos, inclusive essas concessões que fazemos por que achamos que isso vai segurar o outro.
Acho isso um dois principais erros num relacionamento. Se não gosta, já fala, já se coloca, pq se apagar no longo prazo é inviável. O relacionamento tem que ser construído numa troca de companherismos e não numa troca de concessões.
E é isso.. cansei de escrever.
beijo pr'ocê!!
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