8 de jan. de 2008

ARREPENDIMENTOS ..


Como seria se tivéssemos feito algo que por inúmeras razões deixamos de fazer ? Essa é a pergunta que sempre fazemos quando nos arrependemos de algo ... e sempre geralmente ouvimos as famosas frases "deixou de fazer, porque tinha que ser assim", e a grande maioria (geralmente, pessoas que não conseguem subir o ultimo degrau da escada para pregar o quadro na parede) que diz "melhor se arrepender por algo que fez pelo que não fez" ... Mas quando saber se devemos ou não ?
Me pergunto quais as circunstancias ou motivos que seriam o combustível necessário para engatarmos a primeira e irmos em direção ao desconhecido. Como no filme 2001 Uma Odisseia no Espaço, que em seu final um ato de coragem, desprendimento fez com que uma incerteza fosse o necessário para se ter uma certeza, de ir adiante.
Dúvidas e incertezas teremos por toda a nossa vida, mas será que estamos ficando mais precavidos ou medrosos ? Será que devido a nossa obrigação de termos sempre o pé no chão, não está nos transformando em covardes ?
Devíamos ser como os bebes, que sentados no sofá , tentam a todo modo pegar o controle remoto que esta na mesa no centro da sala, mesmo já tendo caído inúmeras vezes.
Me arrependo de muita coisa que deixei de fazer principalmente por pensar demais ...
Por favor "Deixe-me ser burro !! "

2 comentários:

Marco disse...

Minhas maiores conquistas vieram sempre de um tiro no escuro...e quer saber,me arrependo de não ter arriscado mais, de não me arriscar com mais frequência. O número de conquistas poderia, ou devria ser bem maiór!!

Grande beijo
Cláudio

Unknown disse...

Sobre as incertezas, deixo aqui um comentário valioso de Clarice Lispector: "Não entendo. Isso é tão vasto que ultrapassa qualquer entender. Entender é sempre limitado. Mas não entender pode não ter fronteiras. Sinto que sou muito mais completa quando não entendo. Não entender, do modo como falo, é um dom. Não entender, mas não como um simples de espírito. O bom é ser inteligente e não entender. É uma benção estranha, como ter loucura sem ser doida. É um desinteresse manso, é uma doçura de burrice. Só que de vez em quando vem a inquietação: quero entender um pouco. Não demais: mas pelo menos entender que não entendo."