Hoje temos uma filosofia de que podemos tudo e que devemos ter tudo. Somos educados a criar uma bolha individualista e egoísta ao nosso redor, com tantas opções a serem conquistadas, como se o nosso baú tivesse sempre que estar cheio, consumindo de tudo e a todos. Não podemos perder nenhuma liquidação, nenhum "sales off", nenhuma festa, nenhuma oportunidade para colocarmos na gaveta, agindo como se fosse realmente essencial. Como crianças que precisam sempre de mais, como se nao bastasse o carrinho que ganhara de Natal, mas também precisa do carrinho que seu amigo tambem ganhou. Será que a busca por " tudo eu posso, tudo eu quero" não está nos tornando egoístas e mimados ? Como a criança que adorou o carro que ganhou, mas o rejeita no primeiro instante ao ser comunicado que não terá o carrinho do seu amigo ?
As inúmeras opções que temos, nos faz pensar que ao escolhermos um teremos que largar o outro. Mas o que largar ? Quantos casacos teremos que ter em nossos cabides, mesmo sabendo que usaremos eventualmente a maioria deles, sabendo que há um preferido perfeito para todas as ocasiões ? Será que é somente para olharmos para o nosso guarda-roupa e nos sentirmos satisfeitos pelo o que há nele ? O que podemos, e como podemos enxergar o que realmente é válido largar ou ficar ?
Será que podemos ter tudo ?
4 comentários:
Creio que podemos ter "tudo" sim,mas isso requer muita dedicação,tempo,e as vezes até mesmo grana.
abraço !
http://cinemaafinseumadosedewhiskey.blogspot.com/
Isso se chama: deixamos os psicólogos ser pais e transformamos os pais em fornecedores de objetos desejo.
Tenho uma teoria em que quanto maior a incidência de profissionais da mente influênciando famílias maior as taxas de criminalidade/suícidio/depressão/etc.
Se podemos eu não sei, mas será que queremos msm td?
Eu sou publicitário e acho que um dos motivos do mundo estar assim é exatamente a propaganda.
A propaganda induz as pessoas a quererem td até msm quando não precisa-se de nada.
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Não podemos ter tudo, mas o mundo exige que tenhamos tudo.
é o mal do século XXI
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