27 de jan. de 2008

NOVO PADRÃO ..

Existe um padrão comportamental para relacionamentos ? Será que devemos exigir que o Senac faça um curso de etiqueta sentimental ?
Hoje nos perguntamos se devemos ligar no dia seguinte, convidar ou não para uma reunião com amigos, ligar de manhã para dizer que estamos com saudades, se devemos ou não morar juntos, se devemos ter um relacionamento aberto ... muitas questões para uma única dúvida, como agir quandos sentimos que nossa individualidade está sendo ameaçada. E onde fica a espontaniedade, quando deixamos de fazer algo que queremos para fazer o que devemos ? Quando vemos alguém esta fazendo declarações de amor, "loucuras" para a pessoa amada a primeira coisa que pensamos é "como são bregas", será que isso não é um sinal claro de amargura e quem sabe uma certa inveja por ver o desprendido da cultura "eu me amo e nada mais?" Hoje me pergunto se morar junto é a melhor forma de casamento. Claro que isso se deve a inúmeras decepções, mas claro que a minha personalidade esta envolvida nisso. No fundo absorvemos a individualidade como bandeira a ser colocada na porta de casa, como se devêssemos desde o início colocarmos barreira, placas informando até onde deve ir. Vejo hoje discussões se devem ou não abrir a relação, confesso que ainda nao cheguei nesse grau de evolução, e nem critico os que optam, mas ainda me pergunto se é válido. Será que devemos realmente separar amor e sexo ? Concordo que são coisas diferentes, pois quando estamos solteiros , somos modernos o suficiente para transar como se trocassemos de camisa, mas até que ponto devemos levar isso para a vida conjugal ?
Admiro quem consegue ter esse estilo de vida, mas não sei se gostaria de ver o meu lado moderno interagindo no meu lado antiquado. Apesar das novas tendências comportamentais, ainda estou preso no meu velho mundo, e ainda gosto dele.
Até que ponto queremos dividir a nossa vida ? Essa é a pergunta ...

7 comentários:

Jullyana Albuquerque disse...

Não sou muito fã de modernidades em relacionamentos. O romantismo comigo ainda prevalece!!!

Anônimo disse...

Eu acho que varia muito de pessoa para pessoa, e também com a idade. Quando se é mais novo não se pensa muito nisso, parece meio estranho. Quantas e quantas crianças dizem: eu vou adotar, tenho medo de dor, e provavelmente, daqui ha uns anos elas vão querer ter seus filhos. O relacionamento segue essa mesma linha. Talvez hoje não seja normal ter uma vida conjugal, mas daqui há uns anos tu vai querer formar familia, achar alguém, essas coisas acontecem : D

Marco disse...

Não acredito em uma fórmula pré-estabelecida para relacionamentos. Acredito que com o ritmo frenético das grandes metrópoles, onde tempo é dinheiro, as pessoas acabaram associando esta idéia para suas vidas pessoais. “pra que vou perder a noite inteira com um único cara se posso beijar vários...Ligar no dia seguinte??? Pra que? Amanhã é outro dia, novas possibilidades!! Este tipo de comportamento acaba de certa forma inibindo os poucos que ainda não fazem parte deste grupo, de forma que, muitas vezes tendo a intenção e muita vontade de ligar, se sentem inseguros pelo fato de não saberem como serão recebidos,ou se serão atendidos. Pois “que tipo de cara é este que liga, logo no dia seguinte”??? Vejo a auto-defesa como um instinto, não apenas do ser – humano, incluo nisso todos os animais, a desconfiança (ou desconfiometro) é uma das poucas armas que se tem em defesa própria. Se o cara te da o número de telefone, o mínimo que você imagina é que ele espera que você ligue. Tá, você ligou, caiu na caixa postal, deixou recado...”olha, aqui é o fulaninho. Tá lembrado....? Me liga”......Você espera um dia, dois...nada??? Nos dias de hoje, minha espontaneidade vai pelo ralo. Sofro...pouco, mas decepção sempre gera sofrimento. Na planilha, mais uma tranqueira que encontrei na curva de um rio...Isso não faz com que eu passe a agir da mesma forma que eles, e sim que eu cada vez mais, sinta falta daquela época do “friozinho na barriga”...

Ailton Botelho disse...

Pára com isso Steveeeeee...vc sabe que minha relação é aberta e funciona há 15 anoooooooos, com direito a Bodas de Cristal e tuuuudo. Acho chic! Arrasou no Blog e vê se visita o meuuuu..rs! Ailton Botelho

Anônimo disse...

Hum também, sou antiquado, mas as modernidades vão entrando aos poucos, é inevitável.

Unknown disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Unknown disse...

Eu, amante de música que sou, deixo no meu coment para esse seu texto, um trecho da música Piercing, do Zeca Baleiro:
"Não me diga que me ama, não me queira não me afague. Sentimento pegue e pague emoção compre em tablete. Mastigue como chiclete jogue fora na sarjeta. Compre um lote do futuro cheque para trinta dias. Nosso plano de seguro cobre a sua carência. Eu perdi o paraíso mas ganhei inteligência, demência felicidade propriedade privada. Não se prive não se prove. Dont't tell me peace and love. Tome logo um engov pra curar sua ressaca
da modernidade, essa armadilha, matilha de cães raivosos e assustados. O presente não devolve o troco do passado, sofrimento não é amargura, tristeza não é pecado. Lugar de ser feliz não é supermercado."
Essa modernidade enloquecedora fez com eu, aos 30 anos, olhasse para o espelho e me pedisse em namoro. Aceite e estou há 5 anos namorando comigo mesmo. Como você diz no seu profile: "Sou a única pessoa no mundo que eu realmente queria conhecer bem."
Beijos, meu amigo.